17 de jul de 2009

AVIVAMENTO

A igreja não é agente de avivamento. A igreja não agenda e nem programa avivamentos. A igreja só pode buscar o avivamento e preparar o caminho da sua chegada. A soberania de Deus, no entanto, não anula a responsabilidade humana. O avivamento jamais virá se a igreja não preparar o caminho. O avivamento jamais acontecerá se a igreja não se humilhar. Sem oração da igreja, o fogo de Deus não descerá. Sem busca não há encontro. Sem obediência a Deus, jamais haverá derramamento do Espírito.O avivamento precisa estar embasado nas Escrituras e não por sonhos e visões. Avivamento não é mudança litúrgica apenas. Muitos crentes confundem avivamento com forma de culto, com liturgia animada, com coreografia e instrumental. Louvor não é encenação. Não é ritualismo. Não é emocionalismo. Não é apenas seguir formas pré-estabelecidas, como bater palmas, dizer aleluia, amém e levantar as mãos. Louvor que apenas levanta as mãos para o alto, mas não as estende para o necessitado não agrada a Deus. A Bíblia ordena levantar mãos santas ao Senhor, num gesto de rendição e entrega. Louvor em que à pessoa apenas pula, mas não vive em santidade, é ofensa a Deus. Louvor que apenas diz coisas bonitas para Deus, mas não leva Deus a sério na vida é fogo estranho diante do Senhor. Louvor que não produz mudança de vida, quebrantamento, obediência e não leva as pessoas a confiarem em Deus, não é louvor, é barulho aos ouvidos de Deus. Assim diz o Senhor: "Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras" (Am 5.23). À luz destas coisas, é preciso dizer que avivamento não é mudança litúrgica, é mudança de vida. Avivamento não é histeria carnal, é choro pelo pecado. Deus não procura adoração. Ele procura adorador.É preciso dizer que, embora o avivamento não seja mudança de liturgia, todo avivamento mexe com a liturgia. O avivamento acaba com a liturgia ritualista, cerimonialista, formalista, fria e morta e põe em seu lugar uma liturgia viva, alegre, ungida, onde há liberdade do Espírito, sem abandonar a ordem e a decência. Em épocas de avivamento, a liturgia é dinâmica e o povo com alegria e liberdade do Espírito adora a Deus, em espírito e em verdade, sem regras rígidas pré-estabelecidas. Cada culto é um acontecimento singular, novo, onde há abertura para o que Deus deseja fazer com o seu povo. Embora o avivamento não seja mudança litúrgica, todo avivamento muda a liturgia, tornando-a bíblica, alegre, ungida, dirigida pelo Espírito de Deus. Entretanto, esta não é a ênfase do avivamento. A corrida não deve ser atrás de sinais e sim atrás de santidade. Há mais empolgação com milagres do que com vida cheia do Espírito. Avivamento não é um calor carismático. Uma igreja pode ter todos os dons sem ser uma igreja avivada. Avivamento não é conhecido pelos dons do Espírito, mas pelo fruto do Espírito. A igreja de Corinto possuía todos os dons, no entanto, era uma igreja sem maturidade espiritual. Naquela igreja profundamente carismática, havia divisões, cismas, brigas, partidos, contendas, imoralidade e irmãos levando outros irmãos aos tribunais. Havia falta de compreensão acerca da liberdade cristã. Naquela igreja a ceia do Senhor estava sendo uma bagunça, os dons estavam sendo usados erradamente, ou seja, não tinha fruto. É verdade que, em épocas de avivamento, os dons são buscados e exercidos para a glória de Deus e a edificação da igreja, mas a ênfase carismática não é sinal de avivamento. Estritamente falando, avivamento é algo que acontece unicamente no meio do povo de Deus. O Espírito Santo renova, reaviva e desperta a igreja sonolenta. É revitalização onde já existe vida. Ou, é “o retorno de algo a seu verdadeiro propósito”. O sentido amplo de avivamento. Como a própria expressão define, neste sentido não apenas a igreja, mas a sociedade não-cristã também é beneficiada pelo avivamento. Isto acontece porque, além da atuação soberana do Espírito Santo no mundo, na igreja passa a existir uma conscientização profunda de sua missão; isto é, a missão integral de servir o mundo evangelística e socialmente. No avivamento a igreja vive a missão para a qual foi chamada.

Eu creio que este é o tempo que Deus está movendo como um "fogo abrasador" que nos purifica e nos santifica para uma vida cristã de obediência à sua Palavra para vermos em nossos dias um avivamento...

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